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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Superbactérias, novo produto da pecuária intensiva

Por Daniela Frabasile
O surgimento, entre humanos, de bactérias que se tornam imunes aos antibióticos mais potentes é um fenômeno conhecido há tempo. Acabam de surgir sinais de que algo mais grave pode estar ocorrendo entre os animais domesticados. O uso abusivo de medicamentos – em especial antibióticos – está causando o aparecimento de micro-organismos resistentes em larga escala, segundo estudo feito por Ray Kaplan, parasitologista da Universidade da Georgia, nos EUA, publicado recentemente na revista Veterinary Parasitology.
A pesquisa, realizada na Austrália, Brasil e Estados Unidos, revela que ovelhas e cabras são os animais mais afetados – mas há indícios de que também bovinos e equinos foram afetados. Em alguns casos, as bactérias são resistentes a todas as drogas disponíveis. A resistência é consequência direta de um dos processos da pecuária intensiva mais criticados pelos ambientalistas e defensores dos direitos dos animais. Em muitos casos, estes recebem antibióticos na própria alimentação, sem sequer terem desenvolvido doença alguma. O cálculo econômico indica que é mais lucrativo agir assim: os bichos serão abatidos antes que a medicação ultra-intensiva deteriore sua saúde; e o método permite ampliar o índice de animais “aproveitados”… para corte.
Kaplan refere-se ao problema como “global worming” (“vermifugação global”, em analogia ao aquecimento global, global warming, em inglês). Para o parasitologista, a solução seria ministrar as drogas apenas aos animais doentes, a fim de reduzir as chances de aparecimento de linhagens resistentes. Além disso, segundo Kaplan, não juntar tantos animais em espaços exíguos (os locais de criação ultra-intensiva) reduziria as chances de contágio.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Pfizer Saúde Animal traz seringas com tecnologia exclusiva às revendas do País

Com o Laço, além de poder modificar as datas das ocorrências padrões (vacinação contra aftosa, brucelose e etc) conforme sua região, o usuário poderá incluir novas ocorrências criando assim o seu próprio calendário sanitário.


Durante a 18ª edição Feicorte (Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne) – maior feira indoor de pecuária de corte da América Latina que será realizada de 11 a 15 de junho (segunda a sexta-feira), em São Paulo (SP) –, a Pfizer Saúde Animal apresentará aos visitantes as seringas para aplicação de vacinas e medicamentos veterinários com a tecnologia Simcro. Estas seringas de fluxo contínuo possuem um sistema único, garantindo maior conforto, precisão da dosagem e segurança na aplicação.
“Consequentemente, a tecnologia torna o manejo do rebanho mais ágil e contribui para o aumento da produtividade da propriedade. A chegada destes novos instrumentos ao Brasil é fruto de uma parceria da Pfizer com a companhia neozelandesa Simcro, que teve início no lançamento de Bopriva”, explica Jorge Espanha, diretor geral da Pfizer Saúde Animal no Brasil.

Bopriva é uma vacina para imunocastração temporária de bovinos, lançada pela Pfizer Saúde Animal no Brasil em maio de 2011. “Procuramos a Simcro porque estávamos em busca de uma tecnologia que garantisse segurança na aplicação do produto pelos responsáveis pelo manejo e, ao mesmo tempo, garantisse a precisão de dose e preservasse o bem-estar animal”, rememora o executivo.

A Pfizer Saúde Animal comercializa agora três novos modelos destas seringas no País: as seringas Simcro de 5 e 12 ml, que permitem o ajuste da dose de forma precisa a cada 0,5 ml, podendo ser usadas em bovinos de corte e leite tanto para administração de vacinas quanto para aplicação de medicamentos, como vermífugos; e a Sekurus de dosagem fixa de 2 ml, um modelo exclusivo que oferece ainda mais segurança na aplicação, como na vacinação contra brucelose bovina.

Para os técnicos e veterinários responsáveis pelo manejo, a tecnologia minimiza a quebra de agulha durante a operação e permite a aplicação subcutânea nos animais usando apenas uma mão. “As novas seringas reduzem ainda o estresse e o desconforto dos bovinos. O bem-estar animal e a segurança dos procedimentos são premissas de nossa atuação e, portanto, esta parceria está extremamente alinhada aos valores da Pfizer Saúde Animal”, finaliza Espanha.


terça-feira, 12 de junho de 2012

Dieta adequada para ovinos pode trazer lucro ao produtor

A dieta de ovinos com base em milho de grão inteiro, da Presence, chega como alternativa para ganho rápido de peso e qualidade para os produtores.
Uma experiência promovida por setenta dias no Rancho Comagrivel, localizado na cidade de Simão Dias/SE, conseguiu bons resultados com as raças Dorper e White Dorper a partir do uso de dieta da linha Presence da Evialis, multinacional do ramo de nutrição animal.
A experiência consistiu na alocação de oito animais (quatro machos e quatro fêmeas) em cada um de dois lotes (A e B), em que o lote A foi alimentado com as rações da linha Presence, enquanto que o B ficou com outro tipo de ração, sem limite quantitativo, conforme explicações de Givaldo Gomes Fernandes, gerente de território da linha Presence.
A dieta resultou aos ovinos o ganho rápido de peso, pelos mais brilhantes e sedosos, falta de problemas nos cascos, maior aproveitamento de carcaça e menor tempo de realização desse serviço. A iniciativa de realizar a dieta, de acordo o proprietário do Rancho Comagrivel, Luiz Carlos Costa, partiu do alto custo da nutrição anterior utilizada.
Outra experiência aconteceu na Fazenda Tangará, no município de Botucatu (SP). Em sistema de confinamento, por quarenta dias, com base em dieta de milho de grão inteiro, o ganho de peso médio de ovinos foi de cerca de 300g/animal/dia, havendo casos de animais que atingiram até 500 gramas por dia.
De acordo com o médico veterinário da fazenda, Dr. Marcelo de Oliveira Caron e Silva, a dieta obteve dois resultados: animais ganhando peso em curto prazo, assegurando a produtividade, e a redução de custos, em função da exigência de pouca mão-de-obra. Além disso, segundo ele, “outras vantagens da dieta são o melhor aproveitamento da carcaça, diminuição de problemas respiratórios nos animais, já que o trato não é em pó, aumento do score corporal do animal, trato mais rápido e diminuição no consumo de energia elétrica”.
A dieta, da Presence, consiste basicamente em um mistura de 15% de concentrado Confipeso Alto Grão, fonte de proteína, aditivos de segurança do rúmen e promotores de crescimento e 85% de milho grão inteiro. Ofertada em quantidade de 2% a 3% do peso vivo do animal. O milho é a fonte de energia e faz um papel mecânico de estímulo à motilidade do rúmen – daí a necessidade de utilização do milho inteiro. O Confipeso Alto Grão é peletizado para permitir a correta mistura ao grão do milho. O resultado disso é uma dieta mais energética e sem necessidade de produção e utilização de volumosos.
  
Fonte: Portal do Agronegócio

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Custo ameaça avanço da exportação brasileira de carne bovina

O Brasil pode se beneficiar da maior oferta de gado neste e no próximo ano e elevar as exportações de carne bovina,  mas enfrentará o desafio do aumento do custo de produção em relação a outros países produtores, como os Estados Unidos. A avaliação é de David Nelson, diretor de estratégia global da área de pesquisa e consultoria em alimentos e agribusiness 
do Rabobank, durante o Congresso Mundial da Carne em Paris.

"O custo do trabalho está aumentando no Brasil porque a economia está crescendo. Nos EUA, não há criação de empregos, por isso os salários estão estagnados",afirmou.Segundo ele,considerando uma perspectiva de competitividade internacional na exportação, o aumento dos salários representa um desafio para o Brasil,mas as empresas brasileiras que elevam os vencimentos também ajudam a impulsionar o consumo doméstico . De acordo com dados apresentados por Nelson , na última década o custo do trabalho aumentou 70% no Brasil e 350% na China, e ficou praticamente estável nos EUA.

A perspectiva de oferta maior de gado para abate no Brasil e menor nos EUA - devido a problemas climáticos em 2011 - é uma oportunidade para o país retomar as exportações, que já corresponderam a 30% da produção há cerca de cinco anos e hoje estão abaixo de 20%, observa Nelson. "A questão é quem vai pagar mais: o mercado doméstico ou o internacional", afirma, acrescentando que o comportamento do câmbio também é um fator importante.Elevar as exportações de carne bovina significa, para o Brasil, tirar vantagem de um mercado com preços mais altos, impulsionados pela menor oferta e também pela valorização dos grãos usados na ração animal. "A produção global de carnes é a mesma hoje que há seis anos, quando o PIB mundial cresceu; por isso os preços são mais altos", observou.

De acordo com Christophe Lafougère, diretor da Gira, consultoria europeia especializada em carnes e lácteos, nem os preços altos têm estimulado o aumento da produção de bovinos. Além disso, os preços nas diferentes regiões de produção têm convergido. "O que se percebe é que os países emergentes aumentaram o preço ao nível de EUA e Europa", disse no evento em Paris. Ele considera que o mercado de suínos, ainda influenciado por sistemas de cotas em China e Rússia, também deverá ver uma convergência dos preços.
  
Cenário europeu

De acordo com Nelson, o fim das cotas para a produção de leite no bloco a partir de 2015 deve gerar uma queda na produção de carne bovina, sobretudo em países do norte da Europa. A razão é que esses países devem optar pelo leite, que será mais lucrativo que o bovino. Haverá, ainda, uma redução nos subsídios por propriedade produtora de gado bovino, o que tende a impactar a oferta. Sem contar o aumento dos regulamentos em relação ao ambiente e bem-estar animal. 

A perda da competitividade da indústria de carne não é a única preocupação na Europa atualmente. Especialistas dizem que a crise na zona do euro levou o consumidor a substituir proteínas mais caras, como a carne bovina, pelo frango, que é mais barato. Dados da Comissão Europeia apresentados pelo Rabobank mostram recuo em um período de 11 anos. Segundo o órgão, o consumo per capita de carne bovina saiu de 19,1 quilos, em 2000, para 15,8 quilos em 2011.

Jos Goebbels, vice-presidente da União Européia de Comércio de Gado e de Carne (UECBV, na sigla em francês), reconheceu uma transferência de demanda para o frango. E disse que o câmbio deverá definir o comportamento da compra, já que a Europa importa boa parte da carne bovina que consome. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Calcificação testicular em caprinos Saanen

Resumo


A calcificação testicular é um achado comum nas espécies bovina  e ovina, sendo rara em caninos. Geralmente, a ocorrência de pontos de calcificação está atrelada à idade dos animais. Os sais calcáreos são observados à altura dos túbulos seminíferos e no estroma fibroso. Embora os pontos de  calcificação, também chamados  de microlitíase, sejam correlacionados com alterações neoplásicas na espécie humana, esta correlação ainda não foi estabelecida em animais. 
Ao avaliar a vascularização testicular em animais caprinos  da raça Saanen  em diferentes idades, foi observada a presença destes pontos de calcificação via ultrassom. São pontos hiperecogênicos, com variação entre 0,5 e 1,5 mm e distribuídos de forma difusa no parênquima testicular, sem identificação de vascularização próxima aos pontos. Não foi estabelecida correlação negativa entre os achados destes pontos hiperecóicos e a qualidade espermática.  Estudos associados com a histologia podem trazer mais respostas à ação destes pequenos depósitos no parênquima testicular em longo prazo. 

Texto completo: PDF

terça-feira, 5 de junho de 2012

Busca pela imunocastração de suínos

A castração na suinocultura é uma conhecida técnica de manejo, utilizada em larga escala em nosso país, dentre outros produtores mundiais. Pode ser realizada em qualquer idade animal, mas é mais vantajosa nas primeiras semanas de vida do leitão.
Dentre suas várias funções está a de reduzir ou eliminar o odor sexual dos suínos machos, pois os animais não castrados podem produzir uma carne com um odor e gosto sexual, devido às altas concentrações de androsterona (feromona sexual natural) e/ou escatol (produto da digestão de suínos).
No continente europeu, a castração de animais foi proibida, sendo necessários outros métodos para a produção de carne de qualidade. Assim, o DanishPigResearch Centre, centro de pesquisa vinculado a Universidade de Copenhague/Dinamarca, está pesquisando a seleção genômica dos suínos para reduzir seu odor através de outros métodos.
Espera-se com a pesquisa a seleção genômica, trabalhando com as informações de DNA de animais que apresentam pouco odor, buscando a produção de suíno sustentável, considerando as questões socioambientais.
 Vacina que substitui castração
A legislação brasileira obriga a castração do suíno macho, podendo resultar na rejeição da carne pelos consumidores, caso não seja realizada. O procedimento cirúrgico de castração é tradicional nas granjas produtoras, mas traz desvantagens relacionadas à produção do animal e ao seu bem-estar.
Uma vacina desenvolvida pelo CTC (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Carnes) já está em processo de registro em alguns países como Estados Unidos, países europeus, asiáticos e da América Latina. Ela já é comercializada na Austrália e Nova Zelândia desde 1998. No Brasil, o registro já foi aprovado após os testes realizados pelo CTC/ITAL, além dos testes comerciais que estão sendo realizados em grande escala com as sete maiores empresas de carne do País.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

CAMARATUBA É USADA NA ALIMENTAÇÃO DE CAPRINOS E OVINOS NO SERTÃO.

O período é propício para o armazenamento de alimentos para o rebanho. Esse entendimento aos poucos, tem se tornado comum aos produtores que diariamente estão envolvidos na atividade produtiva no semiárido, sobretudo com manejo de animais como cabras e ovelhas, tipo de criação mais adaptada ao clima da região.

Em Fartura o armazenamento da camaratuba é uma prática que tem se tornado frequente. Essa é uma das sete comunidades participantes do Projeto Recaatingamento, que é executado pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa) há mais de uma ano no sertão da Bahia.

A camaratuba é arbusto e leguminosa que cresce nas áreas de caatinga, com início da floração em maio e frutificação em julho. Esta espécie, que se reproduz a partir de sementes, contém quase 13% de proteína bruta, 15,5% de amido e quase 8% de gordura. As folhas, com boa digestibilidade e podendo ser usadas como forragens, são excelentes alimentos para o rebanho, portanto devem ser armazenadas para consumo durante a estiagem.

O Projeto Recaatingamento além de incentivar o aproveitamento destas espécies para alimentar a criação, promove também o plantio de mudas nativas, promovendo a recuperação das áreas degradadas. A iniciativa contribui com a conservação da flora e da fauna da caatinga, confirmando a viabilidade de uma convivência sustentável com as condições climáticas da região.

Adaptado por: Cléssio Moreira