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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Segunda etapa da campanha de vacinação contra aftosa começou


O segundo ciclo da vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa já está em curso no País, inclusive na região da Calha do Rio Amazonas e no Arquipélago de Marajó, no Pará, a vacinação já foi concluída. O processo encerrou no dia 15 de setembro em ambas as regiões. Esses estados têm agora 30 dias, a partir do término da campanha, para enviar seus relatórios ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

As próximas regiões a vacinarem serão Roraima, com início em 1º de outubro, Rondônia e Amapá, no dia 15. Em virtude das condições ambientais e de manejo do rebanho no Amapá, a imunização no Estado é realizada anualmente desde 2009, com duração de 45 dias. A imunização no restante do Brasil está prevista para iniciar no dia 1º de novembro. A exceção é o Estado de Santa Catarina, que constitui uma zona livre da doença sem uso da vacinação. A região do Pantanal de Mato Grosso do Sul será a última a finalizar o processo, em 15 de dezembro. A previsão do Ministério é de vacinar cerca de 150,5 milhões de bovinos e bubalinos ao longo dessa fase.

O agravamento da seca na região do Semiarido nordestino é motivo de preocupação dos técnicos do Mapa. Conjuntamente com os representantes dos estados, os técnicos do ministério pretendem implementar ações estratégicas para evitar o comprometimento da cobertura vacinal na região.

Na maioria das unidades federativas, os rebanhosbovinos e bubalinos de todas as idades devem ser vacinados. Já na Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul (exceto zona de fronteira e Pantanal) Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Sergipe, Tocantins e no Distrito Federal apenas os animais com idade abaixo de 24 meses serão imunizados.

O Mapa orienta os produtores rurais para que respeitem os cuidados para a correta imunização dos bovídeos. As recomendações são: vacinar dentro do período estabelecido; adquirir vacinas em revendas autorizadas; conservar em temperatura correta (de 2 a 8°C) até o momento da aplicação; injetar na região da tábua do pescoço com agulhas e seringas em bom estado e limpas; e manejar os animais com o mínimo de estresse e nos horários mais frescos do dia. Após o término da vacinação, a declaração deve ser apresentada nos escritórios do serviço veterinário oficial no prazo estabelecido em cada estado.

Desde o início da vacinação este ano, o Governo Federal distribuiu para todas as unidades federativas, com exceção de Santa Catarina, cartazes e folderes orientando sobre a importância da vacinação. As informações também são divulgadas pelo portal do ministério, por redes sociais e pela imprensa.


Fonte: Mapa

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Parcerias buscam uso de práticas para aumentar rebanho no TO

Para o secretário da Agricultura, Jaime Café, existe a necessidade de criar alternativas para aumentar o rebanho bovino



A criação de gado de corte no Tocantins avança com o uso de boas práticas sustentáveis. Na busca do fortalecimento dessa vocação econômica, a Seagro – Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Agrário, a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Superintendência Federal de Agricultura e a empresa Origene se reuniram para criar um projeto, de boas práticas para o desenvolvimento dorebanho bovino de corte tocantinense. A reunião aconteceu na tarde desta terça-feira, 18, no gabinete da Seagro, em Palmas.

Para o secretário da Agricultura, Jaime Café, existe a necessidade de criar alternativas para aumentar o rebanho bovino. “Portanto, estamos concentrando esforços neste sentido, para incentivar cada vez mais esse mercado promissor. A pecuária é um mercado expansivo e o uso de boas práticas possibilita um rebanho de carne com a qualidade exigida no mercado interno e externo”, lembrou o secretário.

Segundo o secretário Executivo da Seagro, Ruiter Padua, para o agronegócio avançar, ainda mais, principalmente a cadeia produtiva da pecuária, é necessária a aplicação de boas práticas sustentáveis. “É com mecanismos como o uso de tecnologia que chegaremos a um patamar desejado. Devemos buscar os parceiros pecuaristas e os órgãos competentes como a Embrapa e a SFA para expandir o rebanho de corte”, destocou.

Para o presidente da Origene no Estado, Julio Rezende, essa atividade possui todas as possibilidades de crescimento no Tocantins. “Aqui no Estado temos um investimento significativo, mas é preciso envolver os pecuaristas. Estamos buscando esse aumento da produção. Vamos produzir na próxima estação de monta cerca de 100 sêmens de fêmeas da raça Akaushi, justamente para impulsionar a pecuária. Portanto, acredito que falta uma melhor organização dessa cadeia produtiva para que possamos aumentar esse mercado promissor do Estado”, disse.

De acordo com o superintendente da SFA, Jalbas Manduca, a intenção deste projeto é implantar, em todo Estado, unidades tecnológicas de boas práticas, promovendo o desenvolvimento da criação de gado. “Estamos buscando os recursos necessários para aplicar nas ações deste projeto. Queremos torná-lo uma referência para os pecuaristas, garantindo o crescimento do rebanho do gado de corte”, expressou.

Já o presidente da Embrapa no Tocantins, Carlos Magno, essa é uma ação louvável que pode contar com as nossas pesquisas de campo. “Essa é uma prática inserida no sistema do ABC, portanto acreditamos que podemos desenvolver e avançar ainda mais atividades produtivas no Estado”, acrescentou. 


Fonte: Secom

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Cotação do boi gordo deve permanecer em ascensão nos próximos 60 dias


A arroba do boi gordo tem registrado altas no Brasil inteiro. Previsão é de que pelo menos por 60 dias, a ascensão da cotação do boi gordo deve permanecer no mercado. Para Alcides Torres, analista da Scot Consultoria, os preços a futuro na BM&F que operam em queda, é apenas um movimento de troca de posição. Estão com medo da alta que pode vir, mas no mercado físico a oferta é curta, tem mais gente comprando do que vendendo e gado só de confinamento e semi-confinamento, a situação está bastante difícil, disse Torres.
Diferentemente do restante do país o Rio Grande do Sul, tem registrado baixa na arroba do boi.  Com o fim das pastagens de inverno, lá a tendência ainda é de queda, o que é normal, pois os produtores precisam equilibrar as áreas para plantar soja e milho.
Cotações das rações devem permanecer em alta até que seja divulgada a intenção de plantio o que deve acontecer no final de setembro e início de outubro. “Devemos ter um quadro de intenção de plantio e sempre o preço cai, mas é tarde para o pecuarista tomar uma decisão, e nós esperamos que as chuvas venham em outubro e novembro”, argumentou o analista.
O segundo turno de confinamento foi prejudicado esse ano. Assim o grosso dos pecuaristas 2,5 milhões de cabeças são de confinadores, que realizam confinamento estratégico, já os especuladores devem tirar o seu time de campo, em função das altas no milho e no farelo de soja, e provavelmente vão errar, pois os preços do boi devem reagir nas próximas semanas.
Adaptação: Revista Veterinária

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Paraná produz nova raça de gado para a pecuária de corte


A região dos Campos Gerais, no Paraná, apresenta uma nova raça de gado para a pecuária de corte brasileira: o purunã, que leva sangue caracu, aberdeen angun, charolês e canchim.
Em 1980, quando o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) começou os trabalhos de cruzamento das raças já tradicionais na pecuária do sul do estado, não passava pela cabeça dos pesquisadores a criação de uma nova raça. Nos anos 90, porém, o rumo dos trabalhos ganhou outras proporções.
“Começava a entrar no Brasil a difusão e a utilização de raças compostas para a pecuária de corte”, explica o zootecnista da Iapar, José Luís Moletta. Ele e o agrônomo Daniel Perotto são os responsáveis pela criação do purunã.
O purunã combina as características desejáveis das raças formadoras. “Ele tem o desenvolvimento muscular do charolê, ou seja, boa produção de carne; a resistência ao carrapato e a boa produção de leite do caracu, o tornando uma excelente raça materna; a rusticidade e a tolerância ao calor do canchim; e a qualidade da carne e a precocidade de abate do aberdeen angus”, explica Daniel.
Partindo das raças formadoras, os pesquisadores estruturaram os cruzamentos até chegar ao purunã, a terceira geração dos animais mestiços, já com sangue das quatro raças originais. Na sua composição predominam as características do charolês, com 40%.
O purunã foi batizado assim em homenagem a uma serra do Paraná, que tem o mesmo nome. O técnico agrícola João Motta acompanha de perto os nascimentos dos purunãs na estação do Iapar: “A raça ainda não tem uma cor definida, já que ela é um composto vindo de quatro raças de cores diferentes. Eles nascem branco, vermelho, preto. Alguns são mais peludinhos. Por isso, um caminho que possivelmente nós vamos trabalhar no purunã é uma seleção, uma direção para pelagem mais definida. A tendência é chegar em um baio para branco”.
Como o objetivo é a produção de carne, os pesquisadores mantêm em um barracão de confinamento, animais com idade entre dez e 15 meses, alimentados com silagem de milho, farelo de soja e sal mineralizado. “Hoje, eles ganham em torno de um quilo e meio por dia, um ótimo ganho de peso para animais dessa categoria”, afirma José Luís.
Na condição a pasto, os tourinhos purunãs selecionados como reprodutores representam, aos 22 meses de idade, o que há de mais evoluído na genética da raça. “Esses animais têm apresentado média de 900 gramas por dia de ganho de peso, exclusivamente a pasto. Hoje, o rebanho de purunã no Brasil deve estar em torno de 1300 animais fora do Iapar”, afirma José Luís.
Para que a raça seja reconhecida no Ministério da Agricultura, o purunã precisa marcar uma presença maior na pecuária de gado de corte nacional, seja aumentando o número de animais ou expandindo o plantel para outros estados.
Uma das últimas vendas de purunã feitas pelo Iapar foi entregue na propriedade do criador Paulo Camargo, no município de Candói. Ele comprou três touros da raça para cobrir seu rebanho de 140 matrizes de sangue azebuado.
Com a intenção de acelerar a produção de purunã na propriedade, Paulo também resolveu comprar 15 matrizes já prenhas e os primeiros resultados já começaram a nascer: dois machos e uma fêmea.
Matéria originalmente publicada pela versão impressa da Tribuna da Bahia

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Mormo – Preocupação Com a Sanidade Eqüina


Recentemente, com as confirmações de casos de Mormo no estado de Minas Gerais, há a crescente preocupação entre os proprietários em relação à Sanidade Eqüina.
Mormo é uma doença infecto-contagiosa que acomete equinos, asininos e muares, podendo também afetar carnívoros, eventualmente pequenos ruminantes e até mesmo o homem, tornando-se uma zoonose. Conhecida também como muermo, lamparão e vulgarmente como “catarro bravo” ou “catarro de burro”. Manifesta-se por meio de febre, tosse, corrimento nasal viscoso, presença de nódulos subcutâneos nas mucosas nasais, nos pulmões e gânglios linfáticos.
As lesões nodulares evoluem para ulceras que após a cicatrização formam lesões em forma de estrelas. Estas lesões ocorrem com maior freqüência na fase crônica da doença, que é caracterizada por três formas de manifestação clinica: a cutânea, linfática e respiratória, porem estas não são distintas, podendo o mesmo animal apresentar todas simultaneamente.
Causada pela bactéria Burkholderia mallei, está relacionada a introdução de animais doentes, sistema de criação e manejo higiênico-sanitário incorretos. A idade possui fator relevante ao aparecimento da forma crônica da infecção natural, apresentando uma maior prevalência em animais idosos e debilitados pelas más condições de manejo.
A infecção ocorre pela ingestão de água e alimentos contaminados, inalação da bactéria e contato direto. Grandes concentrações de eqüídeos estão associadas à disseminação da bactéria (doença de estábulo)
A sintomatologia pode variar entre os animais de um mesmo rebanho, pois nem todos os acometidos manifestam os sinais clínicos clássicos da doença.
O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame Microbiológico, onde há o isolamento e a identificação bacteriana, inoculação em animais de laboratório (Prova de Strauss), Maleinização e sorológico (métodos oficiais), molecular e exame anátomo-histopatológico.
Por não existir vacinas e forma de tratamento eficaz contra o mormo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) realiza como medidas de profilaxia e controle, a atuação no trânsito interestadual e participação de eqüídeos em eventos hípicos, deve ser feito acompanhamento de exame negativo para mormo obedecendo ao prazo de validade e que estes não apresentem sintomas clínicos da doença, sacrifício dos animais doentes ou soropositivos e incineração das carcaças, interdição da propriedade para saneamento, quarentena e sorologia antes de introduzir animais no rebanho, desinfecção das instalações e de todo material que teve contato com animais doentes.
Faz-se importante a realização de diagnóstico diferencial para outras doenças.

Autor(a): Marcelo Rondon - Equipe CPT Cursos Presenciais

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Goiás é 4° em criação de gado

Apesar de Estado ter criação tão vasta, técnicas de melhoramento genético são pouco conhecidas.
Goiás possui hoje mais de 21 milhões de cabeça de gado e figura na quarta colocação no ranking dos maiores produtores do Brasil. Atrás, apenas, dos Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
O Estado possui cerca de 150 mil produtores cadastrados. Porém, apenas 20% desses produtores conseguem sobreviver com a renda desse mercado. Os demais dependem de rendas extras para se manter. “Nesse ponto o investimento científico em melhoramento genético é primordial. Com o avanço da tecnologia, não é mais seguro confiar ‘no olho do dono’, para saber qual animal será o melhor reprodutor”, salienta.

Genética

O presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), Ricardo Yano, afirma que os produtores goianos devem conhecer mais os benefícios da genética para aprimorar as criações. Para isso, é preciso disseminar entre os produtores. “Na prática, o produtor que não partir para o ganho genético vai perder mercado e poderá desaparecer. Não queremos que isso aconteça e esperamos que os produtores não confiem somente no “extinto” para manejar o gado, mas que busquem dados técnicos para garantir aos novos bezerros características mais lucrativas e corrigir as deficiências do plantel”, explica.
Ricardo menciona que qualquer interessado poderá ter acesso ao banco de dados sobre os animais que possuem as melhores características genéticas já cadastradas no País, além de informações de como obter o manejo necessário para a reprodução.
Pelo banco de dados, conhecido como Dados de Eficiência (DEP), é possível ter a certeza de um bom cruzamento, inseminação artificial ou in vitro. “Isso porque o bezerro daquele touro melhorador já foi estudado para comprovar a sua eficácia em receber a carga genética do genitor”, ensina.

Evento

Para esclarecer os benefícios das técnicas de genética e divulgar aos produtores de gado de corte e de leite do Estado, a SGPA realiza o 2° Goiás Genética, que traz os maiores especialistas em melhoria genética na eficiência reprodutiva de gado no Brasil. 
O evento terá abertura oficial hoje às 8h, no Auditório Augusto Gontijo, no Parque Agropecuário de Goiânia, e vai até o dia 16. Os animais top de linha da pecuária de corte e de leite brasileira começam a ocupar os pavilhões. 
A questão genética entra na escala da eficiência numa propriedade que se propõe aos avanços científicos e tecnológicos, na visão do presidente da SGPA. Na Goiás Genética os criadores poderão encontrar touros e matrizes de reconhecido padrão genético.
O objetivo do encontro, segundo Ricardo Yano, é popularizar o trabalho de pesquisas genéticas em Goiás, para melhorar o rebanho de médios e pequenos produtores que desejam ampliar negócios.
Expositores de todo País trarão 200 animais considerados os melhores touros melhoradores nacionais, da raça zebuína, que poderão ter seus benefícios genéticos comercializados por intermédio do Banco do Brasil (BB).
“Qualquer produtor que tiver interesse em financiar sêmen, mão de obra e medicamentos voltados para reprodução dos animais poderão receber crédito do BB com juros de 5,5% ao ano”, explica Ricardo.
Dentre os tópicos que serão abordados no encontro estão Estratégias para Melhoria do Manejo de Bovinos em Reprodução, por Murillo Henrique (Unesp/Manejo Racional); Dinâmica prática com Animais dos Programas de Melhoramento Genético; Provas de ganho em peso: Ferramenta para Identificação de Touros Melhoradores Jovens e Lucrativos, por Fábio Buranelo (UFMG); Genética da Precocidade Sexual e Fertilidade em Zebuínos, palestrado pelo especialista e doutor no assunto Joanir Eller pela USP/FMVZEA - Pirassununga-SP, entre outros.

Texto de:Alzenar Abreu

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Suplemento beta-agonista é tema de debates na Interconf


Produto melhora produtividade e rendimento dos bovinos, mas exportação enfrenta barreira da União Europeia

O uso do suplemento beta-agonista na alimentação animal é destaque nos debates da Conferência Internacional de Confinadores (Interconf), em Goiânia (GO). O evento contou com palestras sobre o tema nesta terça e quarta, dias 11 e 12, e a principal preocupação do setor é a resistência do mercado internacional. O produto melhora o rendimento e produtividade dos animais e foi liberado para utilização comercial há dois meses. A União Europeia, no entanto, não importa carne de bovinos que tenham consumido o suplemento.
De acordo com o especialista em Ciência da Carne John Alber Scanga, os beta-agonistas são utilizados há 30 anos no tratamento contra asma em seres humanos. Desta forma, segundo o pesquisador, não haveria risco de danos à saúde no consumo. Misturado à ração, o suplemento pode aumentar o peso do boi em até uma arroba.
A restrição da União Europeia é apontada como fator negativo em meio a benefícios, uma vez que o bloco é responsável pela compra de 10% do total de carne bovina brasileira embarcada. O faturamento equivale a 16% da receita.